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A nomeação de um tabelião privativo para lavrar as escrituras em que a Real Coroa era parte constituiu uma prática comum no Antigo Regime. Entre 1747 e 1832, foram tabeliães privativos Manuel Paços de Carvalho, (1747-1760), António da Silva Freire (1760-1803) e José Manuel d'Antas Barbosa (1806-1832). Os seus livros de notas foram conservados entre os livros herdados pelo 7º cartório Notarial de Lisboa até à sua incorporação no Arquivo Distrital de Lisboa. Juntamente com estes livros conservaram-se alguns documentos relativos às escrituras lavradas e ainda um conjunto de "lembranças" ou apontamentos pessoais do tabelião d'Antas Barbosa, reveladores do quotidiano e da forma de trabalhar pessoal do tabelião. Compensação dada por D. José ao Conde de Castelo Melhor, pela recuperação pela Real Coroa das jurisdições e direitos da Ilha da Madeira
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"Lembranças" do tabelião d'Antas Barbosa A par de datas úteis, (como a introdução do papel-moeda em 1797), o tabelião anotava a composição do Conselho de Estado, os nomes, títulos e cargos de "vários fidalgos", minutas das escrituras encomendadas, recados de clientes e os mais diversos apontamentos. |
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